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Será que vale a pena continuar a apostar no FACEBOOK em 2026?

Foto do escritor: Rocket Fuel Ads
Rocket Fuel Ads
6 de abr. de 2025
5 min de leitura

Atualizado: há 3 dias

FACEBOOK meta quest meeting
Exemplo de sala de reuniões num escritório no metaverso. Os avatares representam colegas de trabalho.

Com a introdução de novas funcionalidades e melhorias nos últimos anos, o Facebook continua a oferecer oportunidades únicas para as empresas se ligarem ao seu público de formas mais significativas e eficazes. Se acha que o Facebook está a morrer e pondera desinvestir na rede, pense duas vezes. Deixamos-lhe aqui algumas razões para refletir.


O Facebook continua a ser uma potência no marketing digital

O Facebook é uma plataforma de marketing colossal que proporciona acesso a uma audiência de potenciais clientes verdadeiramente gigantesca. A Meta deixou de divulgar utilizadores por aplicação a partir de 2024, mas o último número reportado para o Facebook foi de 3,05 mil milhões de utilizadores ativos mensais (setembro de 2023), e a família de aplicações da Meta chegou, em média, a 3,60 mil milhões de pessoas ativas por dia em junho de 2026 (+3% face ao ano anterior). Esta escala solidifica o Facebook não apenas como uma rede social, mas como uma infraestrutura de publicidade digital muito difícil de ignorar para marcas de todas as dimensões.

Há, no entanto, um reverso: a concorrência nos leilões aumentou. No segundo trimestre de 2026, as impressões de anúncios da Meta cresceram 14% e o preço médio por anúncio subiu 12% face ao ano anterior. Na nossa leitura, o Facebook continua a funcionar, mas já não chega apostar apenas em orçamento: os resultados dependem cada vez mais de bons criativos e de uma boa medição.

A dimensão monumental da audiência revela-se essencial para otimizações de campanha e aprendizagem automática. Com milhões de utilizadores disponíveis para segmentação, o algoritmo da plataforma recolhe dados de desempenho em larga escala, aplicando ajustes estratégicos que aumentam o retorno sobre o investimento (ROAS) e ajudam a escalar resultados.

Em 2026, o Facebook continua a ser um dos canais mais relevantes para aumentar notoriedade de marca, atrair novos clientes e expandir os esforços de marketing digital – sobretudo quando integrado com Instagram e WhatsApp, todos sob a alçada da Meta.


Privacidade e rastreamento: desafios e soluções

Apesar das crescentes preocupações com a privacidade dos dados, a Meta não deitou a toalha ao chão. A perda de dados valiosos para a gestão de anúncios foi um desafio nos últimos anos, mas o Facebook tem-se adaptado. O recurso à inteligência artificial e o desenvolvimento de novas ferramentas, como o rastreamento do lado do servidor via Conversions API (CAPI), permitem às empresas posicionar-se de forma eficaz perante o seu público-alvo, mesmo com limitações de rastreamento.

Na União Europeia, o enquadramento também mudou. Depois de a Meta ter lançado, em novembro de 2023, um modelo de subscrição sem anúncios (o chamado "pay or consent"), a Comissão Europeia anunciou em dezembro de 2025 que a Meta passaria a oferecer aos utilizadores do Facebook e do Instagram uma opção de anúncios menos personalizados a partir de janeiro de 2026, no âmbito do Regulamento dos Mercados Digitais (DMA). A Comissão sublinhou que o caso continua a ser acompanhado.

Para os anunciantes, isto significa que uma parte do público pode passar a ver anúncios menos personalizados. Convém por isso não depender de uma única fonte de sinais: criativos fortes, a Conversions API bem configurada (a Meta indica que pode ser ligada em complemento ao Pixel) e medição própria dos resultados.


Ferramentas de anúncios cada vez mais poderosas

O Facebook oferece dois grandes caminhos para criar campanhas eficazes:


• Gestão Manual de Anúncios

Este método continua a ser eficaz para empresas que querem controlar detalhadamente os seus anúncios. A definição de audiências pode ser feita com base em critérios como demografia, interesses, comportamentos e conexões. As audiências personalizadas e semelhantes também permitem alcançar públicos com maior propensão à conversão. Apesar de mais trabalhoso, este modelo é importante para ajudar a Meta a encontrar pessoas com maior probabilidade de ter interesse nos produtos e serviços que queremos vender, e termos controlo sobre os resultados. Sendo que as anteriores campanhas "hipersegmentadas" devem ser feitas agora pelo lado dos conteúdos, e não das audiências, pois segmentos e audiências demasiado fechados já não são uma boa prática para a maioria das empresas e marcas.


• Meta Advantage+

O sistema Meta Advantage+ automatiza grande parte do processo – da segmentação à entrega do anúncio – e abrange hoje campanhas de vendas, de leads e de aplicações. Uma das funcionalidades mais relevantes é o Advantage+ Audience, que utiliza inputs como idade e interesses como sugestões e não como restrições, permitindo ao sistema encontrar audiências com maior probabilidade de conversão.

Os criativos Advantage+ recorrem a IA generativa para gerar e adaptar imagens e textos dos anúncios, por exemplo ajustando fundos e formatos a cada posicionamento.

A Meta publicou resultados que apontam para ganhos de desempenho com a IA: o modelo GEM, que alimenta a recomendação de anúncios, aumentou as conversões de anúncios em 5% no Instagram e 3% no Feed do Facebook no segundo trimestre de 2025, segundo a própria Meta. São números da Meta, que devem ser sempre validados nos dados de cada conta.

Há ainda o Andromeda, o sistema que escolhe, entre milhões de anúncios candidatos, os que são avaliados para cada pessoa. A Meta descreve-o como preparado para um volume muito maior de criativos e aponta a diversidade de anúncios como fator de melhores resultados – o que reforça a ideia de que a variedade se deve trabalhar nos criativos (formatos, mensagens e ângulos diferentes) e não em audiências demasiado fechadas.

Em 2026, a nossa sugestão é que analise cuidadosamente a ajuda que a IA da Meta está a dar na criação de cada campanha e utilize as opções fornecidas sempre que fizerem sentido, dando ao sistema variedade de criativos para trabalhar.


FACEBOOK meta quest
Utilizador de Meta Quest 3

E o que esperar de 2026?

O Facebook em 2026 não é apenas uma rede social – é uma plataforma de anúncios cada vez mais movida por IA, num momento em que a Meta desloca investimento do metaverso para a IA e os óculos inteligentes.


• Conteúdo inteligente, gerado e descoberto por IA

A Meta está a apostar fortemente em ferramentas criativas assistidas por IA, facilitando a criação de vídeos, imagens e textos altamente personalizados. Novos modelos de IA ajudam não só a produzir conteúdo como a entregá-lo de forma mais eficiente, com recomendações baseadas em comportamento, interesses e contexto.


• Óculos inteligentes e realidade aumentada (AR)

A Meta está a deslocar parte do investimento do metaverso para os óculos com IA e outros dispositivos vestíveis, o que, segundo a imprensa, levou em janeiro de 2026 a cortes de cerca de 10% na divisão Reality Labs. Esta divisão registou um prejuízo operacional de 4,6 mil milhões de dólares no segundo trimestre de 2026. Para a maioria das empresas, as campanhas imersivas em realidade virtual continuam longe de ser uma prioridade: o retorno está hoje nos anúncios de Facebook e Instagram.


• O metaverso passou para segundo plano

O metaverso perdeu prioridade na Meta: segundo a Bloomberg, a empresa ponderava para 2026 cortes de até 30% no orçamento desta área, e um porta-voz da Meta confirmou a deslocação de investimento para IA e dispositivos vestíveis. As marcas não precisam de ter presença em mundos virtuais para tirar partido do Facebook em 2026.


Ainda tem dúvidas se vale a pena apostar no Facebook em 2026?

Sim, desde que se aposte com estratégia. Com audiências massivas, IA a melhorar a entrega e ferramentas como o Advantage+, o Facebook continua a ser uma plataforma central no ecossistema digital. Mas, com leilões mais competitivos e novas opções de privacidade na UE, os resultados dependem de bons criativos, de uma medição bem feita e de expectativas realistas. A chave é saber como usar estas ferramentas de forma estratégica e adaptada ao comportamento dos utilizadores atuais.


Se precisar de ajuda a gerir os seus anúncios de Facebook ou anúncios de Instagram entre em contacto connosco.

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